Terapia do Esquema · Relacionamentos
Como o apego emocional influencia seus relacionamentos
Fabiana M. Dias
Psicóloga · CRP 12/27236 ·
Muito antes de você se apaixonar pela primeira vez, seu sistema emocional já havia aprendido o que esperar do amor. Esse aprendizado aconteceu nos primeiros anos de vida, na relação com as figuras de cuidado primárias — e moldou um estilo de apego que, décadas depois, continua influenciando como você se relaciona, o que tolera, o que teme e o que busca nos vínculos íntimos.
Os estilos de apego e seus impactos nos relacionamentos
A teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby e amplamente pesquisada desde então, descreve quatro estilos principais: seguro, ansioso, evitativo e desorganizado. O apego seguro — formado quando a criança teve cuidadores consistentemente disponíveis e responsivos — é a base para relacionamentos adultos com mais confiança, comunicação e capacidade de reparação após conflitos.
O apego ansioso se forma quando o cuidado foi inconsistente — ora presente, ora ausente. O adulto com esse estilo tende a monitorar constantemente os sinais do parceiro(a), a interpretar ambiguidades como rejeição, e a buscar reasseguramento frequente. O apego evitativo surge quando o ambiente primário penalizava a expressão emocional: o adulto aprende a suprimir as necessidades de conexão e a valorizar excessivamente a autonomia.
A conexão com a Terapia do Esquema
Os estilos de apego e os esquemas de Young se sobrepõem de formas importantes. O apego ansioso frequentemente corresponde ao esquema de Abandono; o apego evitativo pode estar associado a esquemas de Desconfiança, Privação Emocional ou Inibição Emocional. Trabalhar com esses esquemas é, em grande medida, trabalhar com as raízes do estilo de apego.
A boa notícia: o estilo de apego não é destino. Pesquisas mostram que experiências relacionais reparadoras — incluindo a relação terapêutica — podem desenvolver gradualmente um apego mais seguro, mesmo em pessoas que passaram a vida inteira com estilos inseguros.
Construindo um apego mais seguro
Desenvolver apego seguro na vida adulta significa, essencialmente, construir uma relação mais segura consigo mesmo(a) — desenvolver a capacidade de regular as próprias emoções sem depender exclusivamente do outro para isso, de tolerar a ambiguidade sem catastrofizar, e de confiar gradualmente sem precisar de garantias absolutas.
Esse trabalho é possível. É consistente com o que a neurociência hoje compreende sobre plasticidade neural. E é exatamente o tipo de transformação profunda e duradoura que o processo terapêutico especializado pode oferecer.
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